12.03.2025 - Como a inteligência artificial está transformando a Gestão de Facilities

(www.infrafm.com.br)

Conceitos como IA e internet das coisas (IoT) não são mais apenas tendências, mas ferramentas indispensáveis para o gerenciamento eficiente de recursos.

Por Livia Lourenço

O setor de Facility Management está passando por uma verdadeira revolução tecnológica, impulsionado pela integração de soluções inovadoras. Com mais de 25 anos de experiência no setor, hoje lidero operações como Facility Manager na JLL e como presidente-executiva da Associação Brasileira de Property, Workplace e Facility Management (ABRAFAC). Essa trajetória me permitiu observar de perto como a inovação se tornou um pilar estratégico para otimizar processos, reduzir custos e elevar a qualidade dos serviços prestados.

Conceitos como inteligência artificial (IA) e internet das coisas (IoT) não são mais apenas tendências, mas ferramentas indispensáveis para a gestão eficiente de recursos. Essas tecnologias estão transformando o dia a dia das operações, promovendo sustentabilidade, segurança e alto desempenho. Este artigo explora como essas mudanças impactam o setor e o que representam para o futuro da área de Facility Management.

A transformação tecnológica que estamos vivendo não se trata apenas de implantar sistemas avançados. Passa, principalmente, pelas pessoas — por nós, profissionais, que enfrentamos desafios diários e buscamos soluções inovadoras. A capacitação contínua e a coragem para liderar mudanças são pilares fundamentais desse processo.

Como mulher em um setor tradicionalmente masculino, compreendo a importância de liderar com propósito, inspirando outras mulheres a assumirem seu espaço. A inovação não tem gênero; demanda líderes capacitados que saibam aplicar soluções de forma inteligente e estratégica, gerando impactos positivos em suas operações.

A combinação entre IA e IoT já é parte integrante do nosso presente. Cabe a nós, gestores, utilizar as ferramentas de maneira adequada para transformar o ambiente de trabalho e levar o setor de Facility Management a novos patamares de excelência. A empresa em que trabalho há 14 anos, a JLL, é pioneira no desenvolvimento de soluções tecnológicas para o setor, e, na ABRAFAC, promovemos discussões sobre o tema desde 2022, incentivando a adoção dessas tecnologias em toda a cadeia de FM.

Neste artigo, quero compartilhar algumas das principais aplicações práticas da IA e IoT, que ajudam a aumentar a eficiência e personalizar processos, sempre com foco na melhoria contínua. A implementação bem-sucedida dessas tecnologias passa por etapas essenciais, como a coleta de dados por sensores inteligentes, integração com sistemas já existentes e capacitação das equipes. O esforço é recompensado por benefícios significativos, como:

Decisões mais rápidas e inteligentes, orientadas por dados em tempo real e análises preditivas;
Redução significativa de custos e desperdícios, com processos automatizados a favorda eficiência;
Operações mais seguras, sustentáveis e altamente eficazes, alinhadas às demandas do futuro.
O setor de Facility Management é responsável por uma vasta gama de atividades que sustentam o funcionamento das empresas. Gerimos tudo aquilo que mantém uma organização em movimento. Com tantas responsabilidades, a tecnologia tornou-se uma aliada estratégica para melhorar os resultados. No entanto, muitos profissionais ainda se perguntam como e onde a IA e o IoT podem ser aplicados.

Aplicações práticas de IA em Facility Management
Imagine um edifício onde a tecnologia trabalha incessantemente para garantir o perfeito funcionamento de todos os sistemas, antecipando problemas e promovendo o bem-estar de seus ocupantes. Esse é o futuro proporcionado pelas aplicações de IA e IoT por meio da área de Facilities Management. Vamos explorar como essas inovações que já fazem a diferença no dia a dia de muitas operações?

Manutenção predial inteligente
Ao longo dos corredores e espaços técnicos, sensores discretos monitoram equipamentos essenciais, como elevadores, sistemas de ar-condicionado e geradores. Antes que uma falha aconteça, a IA já analisou os dados coletados e agendou a manutenção preventiva, evitando interrupções indesejadas e custos elevados. Técnicos chegam preparados, solucionando o problema antes mesmo de ele ser percebido.

Gestão inteligente de energia
Nos bastidores, dispositivos IoT capturam continuamente informações sobre o consumo energético. A IA, como um cérebro oculto, ajusta automaticamente o uso de recursos, desligando luzes em áreas desocupadas ou otimizando o sistema de climatização. O resultado é uma operação mais eficiente, sustentável e com custos reduzidos.

Segurança reativa e preventiva
Câmeras inteligentes e sensores de movimento observam tudo em tempo real. Um alerta de risco é gerado automaticamente quando algo fora do padrão é detectado. As equipes de segurança são notificadas imediatamente, evitando situações críticas. Assim, a segurança patrimonial se torna mais ágil e proativa.

Gestão estratégica de fornecedores
A gestão de contratos e fornecedores também ganha eficiência. A IA cruza dados de desempenho e conformidade, enquanto sensores acompanham a execução dos serviços. Informações detalhadas permitem renegociações mais vantajosas e parcerias fortalecidas, alinhando os serviços às necessidades da operação.

Limpeza automatizada e personalizada
Nos horários de menor movimento, robôs de limpeza equipados com inteligência artificial percorrem os espaços. Eles ajustam suas rotinas conforme a demanda, garantindo ambientes limpos e agradáveis, sem desperdício de recursos.

Otimização dos espaços corporativos
Sensores IoT espalhados pelo prédio monitoram a ocupação em tempo real. A partir dessas informações, a IA sugere mudanças no layout ou ajustes em áreas de uso comum, promovendo um ambiente de trabalho mais fluido, colaborativo e confortável para todos.

Acesso e recepção modernizados
No acesso principal, tecnologias de reconhecimento facial identificam colaboradores e visitantes em segundos. Portas se abrem automaticamente, filas nas recepções são eliminadas, e a segurança é elevada a um novo patamar.

Gestão sustentável de resíduos
A sustentabilidade está no centro das operações. Sensores inteligentes identificam diferentes tipos de resíduos, garantindo sua separação correta. Isso contribui diretamente para o cumprimento de metas ambientais e certificações ESG, consolidando o compromisso com o meio ambiente.

Frotas monitoradas em tempo real
Veículos corporativos são equipados com dispositivos IoT que monitoram suas condições mecânicas e rotas em tempo real. Antes de uma possível falha, a IA sugere a manutenção necessária. Ao mesmo tempo, as rotas são otimizadas, reduzindo custos e aumentando a eficiência operacional.

Planejamento preciso de eventos
Organizar eventos corporativos se torna mais ágil com ferramentas integradas de IA e IoT. Desde a logística até o monitoramento de espaços, tudo é gerenciado automaticamente, proporcionando uma experiência impecável para os participantes.

Atendimento imediato aos usuários
Assistentes virtuais são acionados por colaboradores para demandas de serviços. Em poucos segundos, as solicitações são encaminhadas e respondidas. Essa automação melhora significativamente o tempo de resposta e a satisfação dos usuários.

Controle de qualidade em tempo real
Sensores estrategicamente posicionados capturam feedbacks automáticos sobre a qualidade dos serviços. A IA processa essas informações e ajusta processos conforme necessário, garantindo altos padrões de qualidade continuamente.

Experiência personalizada
A iluminação e a temperatura dos ambientes se ajustam automaticamente às preferências dos ocupantes, proporcionando conforto e aumentando a produtividade. É como se o edifício “entendesse” as necessidades de cada pessoa.

Conformidade regulamentar simplificada
Por fim, a verificação de processos e documentos é automatizada pela IA e pelo IoT. Riscos de não conformidade são reduzidos, e a transparência organizacional se fortalece.


Essas aplicações mostram como a combinação entre IA e IoT já está revolucionando a área de Facility Management. A inteligência artificial e a internet das coisas são aliadas poderosas para o setor. Com esses recursos, podemos criar operações mais seguras, sustentáveis e eficientes. Se você ainda não explora essas possibilidades, chegou a hora de refletir sobre como essa parceria tecnológica pode levar suas operações a um novo patamar.

Às vezes, acreditamos que não há nada em nosso trabalho que possa se beneficiar dessas tecnologias, mas essa percepção é um engano. Muitas das nossas atividades diárias, aquelas rotinas que realizamos quase automaticamente, podem ser aprimoradas com o uso dessas inovações. Ao adotar uma nova perspectiva e investigar com mais atenção, você descobrirá que há uma infinidade de oportunidades esperando para serem exploradas. O futuro já começou, e, juntos, somos protagonistas dessa evolução. Vamos fazer dessa jornada uma história de sucesso e inovação.

Fonte: https://www.infrafm.com.br/Textos/3/24030/-Como-a-inteligencia-artificial-esta-transformando-a-Gestao-de-Facilities

14.03.2025 - Guedes defende nova modalidade de contratação trabalhista

(www.correiodopovo.com.br)

Carteira de trabalho verde e amarela é proposta de campanha de Jair Bolsonaro

Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu na manhã desta quinta-feira uma nova modalidade de contratação trabalhista, por meio da chamada carteira de trabalho verde e amarela, proposta de campanha do presidente Jair Bolsonaro. Essa nova carteira seria a porta de entrada para o regime de capitalização previdenciária, que o governo pretende implantar. O ministro negou, no entanto, que a medida constará na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma da Previdência, a ser apresentada nas próximas semanas.

"Não há uma mudança de regra trabalhista nessa PEC. Nós não vamos misturar isso (reforma da Previdência) e atrapalhar o trâmite, não. A gente primeiro fala que estamos reformando isso daqui (Previdência) e lançando essa proposta (carteira verde a amarela) para ser regulamentada", explicou, após sair de uma reunião com investidores norte-americanos, em um hotel em Brasília.

Guedes voltou a criticar o atual sistema previdenciário e a legislação trabalhista baseada na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ele lembrou que o país tem uma população economicamente ativa (em idade de trabalho) de 96 milhões de pessoas, das quais 46 milhões estão na informalidade, por causa dos altos encargos trabalhistas e, por isso, não conseguem contribuir para o financiamento da Previdência, o que torna o sistema inviável.

"Então, você está em um sistema terrível, que já está exaurido financeiramente e, ao mesmo tempo, para que ele exista, 46 milhões de brasileiros ficam sem emprego. Aí é que vem essa carteira verde e amarela, um regime previdenciário diferente, onde a empregabilidade seja enorme, o índice de emprego para os jovens seja quase 100%. É o que o presidente (Jair Bolsonaro) tem dito, talvez a gente esteja indo em direção a uma escolha entre dois sistemas. Você pode escolher um sistema que tem muitos direitos e não tem emprego e um outro sistema onde você tem muitos empregos e esses direitos são os que você escolhe ter", disse.

O ministro chamou a legislação trabalhista brasileira de "fascista" e disse que ela aprisiona os jovens. "A legislação trabalhista brasileira é uma legislação do (Benito) Mussolini (líder do fascismo na Itália), da Carta del Lavoro, pacto fascista de cooptação de sindicatos. Nós estamos vivendo ainda esse sistema, estamos atrasados 80 anos", afirmou.

Reforma

Paulo Guedes admitiu que talvez não utilize o texto da reforma da Previdência que tramita na Câmara dos Deputados, apresentado ainda no governo de Michel Temer, o que deverá fazer com que a medida leve mais tempo para ser aprovada no Congresso Nacional, previsto em cerca de quatro meses.

Ele atribuiu essa estratégia à complexidade do novo texto que o governo está preparando, que inclui não apenas a reforma do atual sistema, mas a implantação de um novo sistema de capitalização, quando o trabalhador financia a sua própria aposentadoria no futuro, por meio de uma poupança.

"Se fosse uma reforma um pouco parecida com a do governo Temer, ela poderia se transformar numa emenda aglutinativa e seguir naquela direção. Como a gente está propondo mudanças maiores, não vai ter apenas um ajuste do sistema antigo, mas um novo (sistema), o presidente da Câmara acha que isso deve entrar para que todos possam (debater). E em vez de fazer isso em dois meses, isso leva mais tempo, de três a quatro meses. Do ponto de vista de ajuste fiscal é ruim, nos prejudica, mas nós entendemos que é o rito processual correto. Nós confiamos plenamente na condução dessa matéria dentro da Câmara dos Deputados e no Congresso da forma que ele achar que tem que encaminhar", acrescentou.

O ministro da Economia disse ainda que o sistema de capitalização que o governo pretende implantar no país vai acelerar o crescimento econômico, aumentar a produtividade e os salários. "Nós vamos democratizar a poupança, a acumulação de riqueza, levar recursos para o futuro. Hoje você não leva recursos para o futuro, por isso que a Previdência precisa de reforma toda hora", completou.

Fonte: https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/pol%C3%ADtica/guedes-defende-nova-modalidade-de-contrata%C3%A7%C3%A3o-trabalhista-1.318177

14.03.2025 - Proposta busca corrigir distorções que afetam terceirizados na administração pública

(contec.org.br)

escrito por Luany Araújo

O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) apresentou o projeto (PL 474/2025), que obriga a administração pública a comprovar o cumprimento dos direitos trabalhistas e previdenciários dos empregados de empresas terceirizadas, contratadas pelo poder público. Segundo o parlamentar, a legislação atual exige que o próprio trabalhador terceirizado denuncie possíveis irregularidades.

Transcrição
UM PROJETO DO SENADO BUSCA CORRIGIR DISTORÇÕES QUE AFETAM TERCEIRIZADOS NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA OS OBJETIVOS SÃO PREVENIR FRAUDES E GARANTIR A PROTEÇÃO DOS DIREITOS DESSES PROFISSIONAIS. REPORTER PEDRO PINCER

O senador Jorge Kajuru, do PSB de Goiás, apresentou um projeto de lei que obriga a administração pública a comprovar o cumprimento dos direitos trabalhistas e previdenciários dos empregados de empresas terceirizadas contratadas pelo poder público. Segundo o parlamentar, a legislação atual exige que o próprio trabalhador terceirizado denuncie possíveis irregularidades. Para Kajuru, a fiscalização deve ser responsabilidade da administração pública, com o objetivo de prevenir fraudes e garantir a proteção dos direitos desses profissionais.

Considero que não é justo nem razoável transferir esse ônus ao trabalhador, que além de sofrer com a inadimplência por não receber seus direitos básicos, ainda precisa enfrentar uma batalha judicial carregada de obstáculos.

O senador ressaltou que a medida não cria despesas adicionais para o setor público, mas fortalece a gestão dos contratos, evitando litígios e a precarização do trabalho terceirizado.

O Estado brasileiro, por sua própria natureza e estrutura, tem a prerrogativa e a obrigação de fiscalizar os contratos que assina. É a administração pública que detém os meios e os documentos para comprovar se de fato acompanhou, exigiu das empresas contratadas o cumprimento de suas obrigações trabalhistas.

Para Kajuru, é papel dos legisladores garantir que os direitos trabalhistas sejam respeitados e que a administração pública cumpra seu dever de proteger o interesse público e a dignidade do trabalhador. Da Rádio Senado, Pedro Pincer

Fonte: Rádio Senado

www.contec.org.br

Fonte: https://contec.org.br/proposta-busca-corrigir-distorcoes-que-afetam-terceirizados-na-administracao-publica/

17.03.2025 - Recriação do imposto sindical irrita parlamentares

(veja.abril.com.br)

Senadores e deputados consideram projeto inapropriado e prometem impedir a tramitação da proposta

Por Hugo Marques

A nova investida do governo Lula para recriar o imposto sindical, extinto em 2017, irritou deputados e senadores da oposição, que prometem se mobilizar para enterrar a tramitação da proposta.

O projeto de criação de uma ‘contribuição sindical’, que voltaria a descontar um dia de trabalho de cada trabalhador com carteira assinada, será apresentado nas próximas semanas pelo deputado Luiz Gastão (PSD-CE). Patrocinador do projeto, o governo pretende permanecer anônimo, mas como mostrou VEJA, o Ministério do Trabalho vai chancelar o texto final, antes da apresentação no Congresso.

A notícia desagradou deputados e senadores de oposição. A recriação do imposto foi uma promessa de Lula às centrais sindicais durante a campanha, mas os parlamentares não acreditavam que o governo insistiria na proposta.

O deputado Luiz Carlos Hauly (Pode-PR) lembra que a volta do tributo tem como objetivo apenas abastecer o caixa de sindicatos, centrais, federações e confederações, sejam de trabalhadores ou patronais. “Nós vamos radicalizar, não vamos deixar esse projeto passar aqui no Congresso Nacional”, diz Hauly. O novo imposto arrecadaria cerca de 4 bilhões de reais por ano.

O deputado Maurício Marcon (Pode-RS) também garante que o projeto não será aprovado. “Essa contribuição sindical não vai passar, não tem voto,”, diz Marcon. “Isso é uma forma de ressuscitar o imposto sindical, para a turma dos sindicatos fazerem campanha para a esquerda. É para isso que querem tirar o dinheiro do trabalhador”, adverte.

Moro diz que o novo imposto representa ‘assalto’

No Senado, a reação da bancada oposicionista também foi intensa. “Isso representa mais um assalto ao bolso do trabalhador”, disse o senador Sergio Moro (União-PR). “Contribuições a sindicatos ou a associações têm que ser voluntárias, sem truques ou artimanhas próprias do governo Lula”.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) é outra que promete impedir a ressurreição do tributo. Ela ressalta que as relações de trabalho mudaram no mundo inteiro e hoje o empregado pode negociar diretamente com o patrão, incluindo direitos como home office e jornadas de trabalho diferentes.

“A população brasileira não suporta mais tanto imposto. Estamos numa situação de crise absoluta. Impor ao trabalhador mais uma contribuição compulsória, mais uma obrigação, tirar do pequeno salário do trabalhador, isso não tem cabimento”, disse a senadora.

Fonte: https://veja.abril.com.br/brasil/recriacao-do-imposto-sindical-irrita-parlamentares

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