A economia brasileira não deve sofrer grandes mudanças após as eleições, seja Geraldo Alckmin (PSDB) ou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – os candidatos que lideram as pesquisas – o vencedor do pleito. A previsão foi feita pelo economista e ex-Ministro da Fazenda (1988-1990), Maílson da Nóbrega, em palestra na sede do SEAC-SP, no dia 12 de junho.

Além de avaliar o quadro eleitoral, o autor do livro O Futuro Chegou, analisou o ritmo de crescimento da base econômica até o final do ano e projetou o que pode vir mais adiante. “O risco da economia brasileira depende do que acontece em outros países, a menos que haja uma surpresa nas eleições no final do ano, o que é muito improvável”, alegou o ex-ministro, que, apesar de admitir ser eleitor do candidato do PSDB, afirmou que Lula possui maiores chances de sair vencedor.

É preciso “pesar”, segundo Maílson. A estabilidade econômica em crescimento; o programa Bolsa-Família (“um poderoso fator de cunho eleitoral”) e o fato de Lula concorrer à Presidência no cargo, o que lhe garante maior exposição na mídia, além de ser um líder com forte identificação com as camadas mais populares da sociedade são fatores que ampliam a vantagem ao atual ocupante do Palácio do Planalto. “Lula foi o primeiro líder de massa da América Latina que não fez bobagem na economia, o que o torna imbatível”, concluiu.

O que atrapalha? O palestrante citou a própria gestão petista no Governo, promessas de campanha que não foram cumpridas, o mensalão e as questões éticas envolvidas, bem como os problemas internos do PT e com os aliados políticos, que denominou de fogo amigo. “A questão agora é como desconstruir as vantagens e realçar as desvantagens de Lula frente ao eleitorado”, diz.

Modelo desenvolvimentista

No curto prazo, Maílson afirmou que o maior fator de risco está no fato da taxa de juros subir nos EUA. Ele explicou que, caso haja inflação nos Estados Unidos, os juros fatalmente aumentarão. Com isso, os investidores estrangeiros deixam de investir em países emergentes. Não vale a pena correr o risco. “Ao desacelerar a economia americana, o mundo inteiro desacelera. Mas nada indica que estamos diante de uma crise”, afirma o ex-ministro.

Maílson da Nóbrega ressaltou que o Brasil está diante de um novo modelo de desenvolvimento. Um modelo baseado em:

  • Democracia
  • Economia orientada pelo mercado, ancorado em fortes instituições
  • Políticas Sociais em favor dos pobres
  • Imprensa Livre
  • Governo sob Controle: Voto + Disciplina de Mercado

“Todos os países que passaram por essa transição viveram oscilações, mas o novo modelo deve prevalecer”, prevê o economista. Ele também explicou que a transição é longa e possui alguns riscos. “O Brasil tem muito o que resolver, principalmente no campo fiscal, mas dá para ser otimista”, concluiu.

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