Ricardo Barana

Gerente Geral de Operações de uma empresa pioneira no setor de serviços terceirizados, com mais de 50 anos no mercado. Ricardo Barana, engenheiro civil, lida há quase duas décadas com limpeza de hospitais.

Qual deve ser o perfil de uma prestadora de serviços na área de limpeza hospitalar?

Deve ter um perfil de alta especialização. Para se ter uma idéia, atualmente, já não se fala em limpeza hospitalar e, sim, em limpeza técnica hospitalar, tamanha a especificidade do setor. Uma empresa com perfil de excelência deve abrigar quadros como enfermeiros que coordenem o trabalho para falar a mesma linguagem do cliente e atendê-lo dentro de suas exigências particulares.

O treinamento de pessoal então é fundamental em um trabalho como esse...Sem dúvida. Os recursos humanos constituem o maior patrimônio de uma empresa. Por isso, o investimento em treinamento é fundamental. Todo funcionário admitido numa boa empresa precisa passar por detalhada avaliação de sua experiência de trabalho, além de análise sobre suas condições físicas e psicológicas. Precisa estar devidamente preparado para se inserir no ambiente de trabalho, conhecer profundamente as normas do cliente, assumir comportamento profissional e saber utilizar máquinas e equipamentos.

Que outras preocupações deve haver?

Uma delas é ter quadros que atendam o cliente dentro de suas exigências particulares. Técnicas, materiais e produtos devem seguir à risca as normas da Organização Mundial de Saúde (OMS). Equipamentos, utensílios, produtos e metodologia de execução também carecem se afinar aos interesses diretos dos clientes.

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou projeto que permite que as chamadas OSs (Organizações Sociais) administrem serviços públicos. Que acha da decisão?

Temerosa. Os empresários do setor - e eu como trabalhador - estamos preocupados, à espera do estabelecimento de padrões e critérios éticos com os devidos níveis de responsabilidade bem definidos. Veja o PAS, por exemplo. Era um excelente projeto, que acabou não dando certo e foi um calote geral.

Passou uma má impressão?

Criou um receio muito grande da administração empresarial quanto às Organizações Sociais. Até que ponto as responsabilidades não vão dar em água depois? Do jeito que está não é bom para ninguém. Há que se aferir responsabilidades para as partes envolvidas, principalmente para os órgãos públicos. Fiscalizar e cobrar resultados, pois o objetivo final é servir a população.

A Terceirização ainda é tabu?

Infelizmente, sim. Mas a melhor forma de se desmistificar o tabu é mostrando os resultados da terceirização que, em todos os sentidos, são positivos às empresas tomadoras, às prestadoras e para o trabalhador que tem assim oportunidade de emprego e qualificação da sua mão-de-obra. Esse mecanismo trouxe melhores custos para as empresas pois é um instrumento moderníssimo de administração.

Onde é possível comprovar esta tese?

O mundo está globalizado e nos países desenvolvidos a terceirização funciona bem. Agora, é preciso que se faça sempre o trabalho de terceirização com eficiência total. E aí eu chamo atenção para que as empresas tomadoras saibam exatamente o que querem, pois às vezes esse desnorteamento na hora de contratar o serviço pode prejudicar e muito a imagem da terceirização.       

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