Lívio Giosa

Presidente do CENAM (Centro Nacional de Modernização), organização não-governamental que fomenta conteúdo para aplicação em empresas públicas e privadas. Além de administrador de empresas, é graduado em engenharia e jornalismo, com especialização em Marketing pela New York University, onde é professor convidado. Também ensina na Universidade Central da Flórida e na de Belgrano, na Argentina.

Nesta entrevista, Giosa fala sobre os principais aspectos da IV Pesquisa Nacional sobre Terceirização nas Empresas.


Giosa tem vários livros publicados, entre eles, o best-seller “Terceirização: uma abordagem estratégica”

Como foi feita esta última pesquisa do CENAM?

Fazemos esta pesquisa a cada dois anos. É um instrumento que usamos para acompanhar a realidade da terceirização no Brasil. Pesquisamos 2.850 empresas em todas as regiões do país. Esta última tem um indicativo forte no que tange a expectativa das empresas quanto à qualidade de serviços terceirizados. Estão exigindo mais qualidade e menor preço. Para isso, cabe à prestadora de serviço estar muito mais preparada para cumprir o seu papel, desenvolvendo metodologias específicas. Essa é uma das conclusões mais contundentes da pesquisa.

A terceirização pode ser considerada conceito amplamente conhecido?

Sim. A pesquisa confirma isso quando mostra que 100% das empresas conhecem a terceirização e pelo menos 86% delas terceirizam algum tipo de serviço. Mais de 90% dos pesquisados responderam que a terceirização é tendência mundial no processo de modernização dos negócios. A maioria, 61% das empresas, implantou a ferramenta por iniciativa própria e 39% delas buscaram orientação junto a consultorias. Ressalte-se um dado: muitas empresas ainda implantam a terceirização sem um plano estratégico.O que demonstra que há espaço para aprimoramento.

O que as empresas apontam como vantagem na hora de terceirizar?

Nesse quesito não há muitas dúvidas. Entre as principais vantagens, estão o foco maior na atividade principal do seu negócio (91%) e a redução dos custos das operações (86%). É interessante lembrar que a pesquisa revela que após a implantação da terceirização as empresas tiveram 61% de aumento na qualidade da atividade-fim e 39% na redução de custos.

Como analisa o fato de 73% das empresas pesquisadas terem terceirizado o serviço de Limpeza e Conservação?

O conceito de terceirização diz que as empresas devem estar voltadas para o seu principal negócio e a maioria delas percebe que conservação e limpeza é um serviço complementar. Esse serviço é alvo preferencial na hora de contratar um serviço terceirizado, tanto na pequena como na média empresa.

E quanto as dificuldades enfrentadas?

Problemas como a dificuldade para se encontrar o parceiro ideal em determinadas regiões, a não correspondência às expectativas quanto à qualidade do serviço e a restrição em encontrar empresas com Certificado de Qualidade. O setor de serviços no Brasil é o que menos certificado de qualidade tem. Está na hora de mudar.

Isso tem reflexos na hora da empresa escolher a prestadora de serviços?

Sim. A pesquisa diz que a contratante considera se a prestadora tem profissionais com boa qualificação técnica, se adota tecnologia e se os serviços já prestados para outros clientes tiveram bons resultados.

E quanto aos problemas trabalhistas?

Alguns juizes ainda identificam dificuldades nessas relações e acabam se apegando a coisas bobas. Por exemplo, ainda se questiona qual a atividade-fim e qual é a atividade-meio da contratante. Isso não existe! É um contrato entre duas pessoas jurídicas, então se eu quero terceirizar tudo e só ficar com o telefone na mão, tudo bem.

ACESSE A ÍNTEGRA DA PESQUISA (pdf)

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