Antônio Lazarini

Chefe do Depto. de Apoio e Gestão da Companhia do Metropolitano de São Paulo (METRÔ).

O Sr. pode falar sobre a estrutura do Metrô?

Bem, a Companhia Metropolitana de São Paulo existe desde setembro de 1974 e hoje atende, diariamente, cerca de 2,5 milhões de pessoas. São 58 Kms de malha viária, distribuídos por quatro linhas com 110 trens em movimento nos horários de pico. O que temos garante boa mobilidade ao paulistano. É muita coisa, mas ainda não é o ideal.

Como é manter a limpeza de uma estrutura como essa?

Como qualquer usuário pode comprovar, a higiene nas dependências do Metrô é exemplar. Acredito que esse padrão de qualidade era a meta da Companhia quando optou pela terceirização do serviço. E isso aconteceu no início das operações. O Metrô já nasceu com o serviço de limpeza terceirizado!

O Sr. acredita que a terceirização foi uma escolha interessante?

Foi uma escolha que já naquela época, há 31 anos, indicava o perfil de Companhia moderna em uma cidade avançada como São Paulo. A terceirização foi um acerto e ainda é. A limpeza não é o nosso negócio, existem empresas competentes nessa área no mercado. Atualmente, trabalhamos com empresas sérias que nos atendem bem, de tal forma que, juntos, mudamos ou estabelecemos processos adequados. Na verdade, juntou dois interesses: o deles, de servir, e o nosso, de termos um serviço de qualidade. Resultado: sucesso.

Como o trabalho é executado?

Hoje, temos quatro contratos terceirizados diferentes (Linha 1, Linhas 2 e 4, Linha 3 e Trens) para os serviços de limpeza e conservação. Essas empresas, seguindo sempre cronogramas previstos pelos contratos, estabelecem programações diárias, semanais e mensais das atividades. Todos os dias, durante os três turnos, um exército de 1.500 trabalhadores se espalha por todas as estações e trens.

E o que eles fazem?

Tudo o que for necessário para manter os ambientes limpos à livre e adequada circulação dos usuários. Mais especificamente, limpeza corretiva com o recolhimento dos detritos, limpeza profunda para alguns tipos de incrustações acumuladas e outros processos diferentes como lavar e encerar determinadas áreas e pisos. Tudo fiscalizado e monitorado por nós. No final de todos os dias, aparece um saldo de 7 toneladas de lixo. Em termos de limpeza, podemos ter orgulho. Posso garantir que não há no mundo estrutura melhor do que a nossa em termos de asseio e conservação.

O Sr. acha que o padrão do Metrô de São Paulo é exemplar para a cidade?

Sem dúvida. O principal motivo que convence o cidadão a não sujar ou pichar ruas e outros espaços públicos é a limpeza e no Metrô isso é uma verdade. Pesquisa recente que fizemos revelou que 70% dos nossos usuários reconhecem que mudam de comportamento quando usam os serviços da Companhia. Uma dessas alterações de comportamento é não sujar um ambiente que está limpo. Essa é também uma forma de expressarmos nossa política de cidadania.

Qual a receita básica para a eficácia do processo de limpeza?

Um binômio de ações ajudaria muito a manter a cidade limpa: boa estrutura de limpeza (coleta eficiente com latas de lixo por toda a parte) e amplas, intensas e continuadas campanhas educativas para esclarecimento da população.

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